segunda-feira, junho 06, 2016

Vivemos um "Regime de Exceção" de 60 anos no futebol brasileiro!

Dunga, Del Nero e Gilmar Rinaldi

Tenhamos que reconhecer que a Seleção Brasileira está em estado de calamidade pública. Desde da goleada para a Alemanha por 7 a 1, na semifinal da Copa no Brasil, a maior vergonha do esporte mundial, a camisa verde e amarela perdeu o respeito. Praticamos um futebol burocrático, igualado ao Equador, México e Paraguai. Não por deméritos dos co-irmãos, mas pela falta de capacidade de administrar, treinar e jogar dos nossos patrícios. 

A Fifa (Federação Internacional de Futebol) sofreu uma devassa em suas contas que culminou com o afastamento do presidente Joseph Blatter, do secretário geral, Jerome Valcke e a prisão de outros, inclusive de três ex-presidentes da Conmebol (Confederação Sul Americana de Futebol), os paraguaios Nicolás Leoz, Juan Angel Napout, do uruguaio Eugenio Figueiredo e também da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin. Toda esta avalanche acontecendo no mundo da bola e no brasileiro, nada. 

Chegamos ao extremo do presidente da entidade principal do esporte pentacampeão do mundo não pode viajar com medo de ser preso pelo FBI ( Polícia Federal dos Estados Unidos) por suspeitas de corrupção. Marco Polo Del Nero, o 'agraciado' com a suspeita dos policiais americanos, mantém o seu cargo em solo nacional, após um pequeno afastamento.

Del Nero no Brasil não é incomodado pela `Polícia Federal, nem pelo Ministério Público, muito menos pelo Supremo Tribunal Federal, pelos cartolas dos clubes que compõe a 'famiglia' nem um pio e pela imprensa menos que deveria. 

Vivemos no futebol brasileiro um 'Estado de Exceção' desde 1956, quando João Havelange assumiu a então CBD (Confederação Brasileira de Desportos). Os "direitos civis'' suspensos são dos torcedores que teria como garantia de viverem a sua paixão com respeito, honestidade e competência naquilo que escolheram por livre arbítrio como patrimônio da paixão nacional. 

Além de Havelange, outro notório "ditador" também mandou no futebol brasileiro, Ricardo Teixeira. Com os dois ganhamos cinco Copas do Mundo e perdemos todas as Olimpíadas. Não pelo mérito de seus gerenciamentos. Ambos impunham o poder do dinheiro e mais nada. 

Tudo era mascarado pelos resultados, afinal o brasileiro ostentava uma "escola" copiada e reverenciada no mundo inteiro dentro das quatro linhas. Tanto que mesmo com o jejum de 24 anos de títulos, ainda éramos invejados, vide time de Telê Santana, em 1982. 

Enquanto nos gramado era um motivo de orgulho e encantava, a caixa registradora da instituição não parava. Atualmente deixou de ter brio, mas o dinheiro continua entrando aos montes na "Organização".

Enquanto o mundo se chacoalha fazendo caça as bruxas contra os corruptos no futebol, cria estratagemas para inovar na formação de craques e demonstram evolução. No Brasil, deitado eternamente em berço esplêndido está Del Nero autorizando a Seleção Brasileira a ser comandada pelo autoritário Dunga, bem típico de regimes de "exceção".

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